Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

#25 LETTER TO THE PERSON YOU KNOW THAT IS GOING THROUGH THE WORST OF TIMES

Imagem
Não imagino a dor que é perder a mãe, mas deve ser interminável, indescritível. Não consigo sentir aquilo que estás a sentir mas consigo estar solidária para com a tua dor.
Apesar de já todos sabermos que o inevitável iria acontecer, a esperança está sempre presente. E lutamos até já não restarem forças. E eu sei, eu sei perfeitamente que tu, o teu irmão e o teu pai fizeram tudo o que estava ao vosso alcance para dar à tua mãe um 'fim de vida' bom. Ou se não for mais, 'menos mau'. E vocês também sabem isso.
Nada do que eu possa dizer vai acabar, nem sequer minimizar, a tua (a vossa) dor. Mas sabes que tanto eu, como o resto da tua família está sempre disponível para te ajudar e para te apoiar neste momento difícil.
E lembra-te das últimas palavras da tua mãe: "Luís, olha o teu curso. Acaba o teu curso".
Sei que, estiver ela onde estiver, está a olhar para ti e por ti.
E no dia, em que saires da faculdade, vitorioso, com o canudo na mão e um sorriso na cara, ela será a mãe mais orgulhosa e feliz do filho que tem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

#11 LETTER TO A DECEASED PERSON YOU WISH YOU COLD TALK TO

Imagem

Gostava de falar contigo para te fazer algumas perguntas. Gostava de saber como é que era a minha (a nossa) mãe antes da grande depressão após a tua morte. Gostava de saber como era o teu pai, como é que ele era para ti. Gostava de saber como te sentes neste momento, se preferias ter ficado cá. Tanta coisa que queria saber! Acho que um dia não ia chegar para te perguntar tudo e mais alguma coisa. E, para ser sincera, gostava que estivesses cá. Às vezes, precisava de uma irmã mais velha para aturar os meus traumas e para desabafar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)

És um chato do pior. Estás sempre a gozar comigo, não podes saber nada sobre a minha vida que não páras de me chatear, és a pessoa que mais me consegue irritar. Aliás, tu tiras a paciência a um santo! Por outro lado, tens um sentido de humor fantástico, um talento natural para tudo o que seja a arte do espectáculo: cantar, representar, dizer piadas, apresentar... És um verdadeiro artista. És divertidíssimo, tens imensa piada e deves ser a pessoa que mais me faz rir. Sabes quase tudo sobre a minha vida e, apesar de não anunciar aos 7 ventos, és dos meus melhores amigos. E és essencial na minha vida.
Mas... à parte disso, já referi que és um chato do pior?

Gosto muito de ti, Lulu :)

PS: vai-te lavar badalhoco, labrajão.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

#3 LETTER TO YOUR PARENTS

Sinceramente, às vezes não vos percebo. Repreendem-me por fazer e por não fazer, por dizer e por não dizer. Às vezes sinto-me 'presa por ter cão e presa por não ter'. Vocês são difíceis. Ou é 8 ou 80. Mas têm que perceber que eu já tenho 18 anos, já não sou nenhuma criança mas ainda não sou nenhuma adulta. Estou na idade. Na idade de me divertir e de aproveitar o meu tempo livre ao máximo. Deixem-se de discussões comigo por tudo e por nada. Deixem-se de filmes. É mesmo difícil aturar-vos. Principalmente nos últimos tempos. Eu sei que não têm sido tempos fáceis para vocês. Mas também não o são para mim. Portanto, só gostava que voltassem à 'onda' de paz , amor e uma cabana e que me dessem um bocadinho de paz também. Preciso de descanso. E vocês não vêm ou não querem ver isso.

Apesar de tudo, de todos os defeitos, amo-vos. E são os melhores pais que alguma vez poderia vir a ter.
Imagem

terça-feira, 22 de junho de 2010

gosto de dormir a noite toda seguida.

Apetece-me bater em alguém. E foge da frente senão é mesmo em ti. Siiiim tu. Tu que estás a ler isto. Não tens mais nada para fazer, é? Eu aqui a ter que estudar Análise Matemática 2 porque tenho exame amanhã, a adivinhar uma noite de choro e depressão e a ter que estar amanhã acordada às 6h30 e tu a leres textos que nunca dizem nada que jeito tenha. 'Vai masé trabalhar, ó! Vai fazer algo de útil para a sociedade!'
Poisé, estou extremamente irritada. E acho que se me aparecesse agora alguém à frente não saía daqui direito. Quero fazer tanta coisa que não posso! Sinto-me presa, oprimida. De repente parece que comecei a viver num regime ditatorial. Mas que é isto? Agora a sério, O QUE É ISTO?
Que merda de situação mais estúpida.
Estou irritada, oprimida, presa, triste, desiludida e cansada.
Estou capaz de desfazer alguém aos bocadinhos.

merda, tudo merda.

Pai, Mãe, entendam: EU CRESCI!