segunda-feira, 27 de outubro de 2008

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Cântico Negro

«"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta: Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!»

Poemas que marcam,
poemas que dizem alguma coisa
Poemas que nos indentificam...
Poemas.

sábado, 18 de outubro de 2008

to Fernando Pessoa

Nandinho da minha vida
Porque não morreu cedo?
Agora estou fodida
Até lhe tenho medo

Tenho que o estudar
E estudar a sua estupidez
Mas eu estou a cagar
P'ra tudo o que você fez!

Quando leio o que escreves
Só me apetece dormir
Porque não percebes
Que de ti quero fugir?

E assim é a minha vida
Destinada a aturar-te
E continuo perdida
Na merda da tua arte.


Poema muitíssimo sentido que contem uma anadiplose e , pelo menos uma metáfora.
Muito complexo, se conseguires, interpreta-o ;p

"PRIMEIRO ESTRANHA-SE, DEPOIS ENTRANHA-SE" x'D

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

JPNM :'x

O meu problema é que não consigo mesmo viver sem ti.
O meu maior medo é que nunca voltemos ao que éramos.
A minha grande preocupação é que não entendas que és realmente importante para mim.
Preciso de ti. Preciso de nós.

Neste momento, ja estou por tudo. Escolhe.

o PONTO ALTO do concerto (a)

"O nosso amor de sempre
Brilhará, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Juro, meu amor que sempre
Voltarei, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Gostarei de ti(...)"
Vale(s) sempre a pena, sempre.